{ PENITÊNCIA }
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Este é meu diário de penitências.
É pessoal. Por favor, respeitem.
"não sei porque estou escrevendo aqui, de novo ...
só estou escrevendo...
alguém pode vir me bloquear de novo ou não...
não ligo.
foda-se."
O pior pessimismo é a realidade.
Não há como lutar contra a minha realidade.
Sou sozinha, estou sozinha. E nessas condições, não há como eu arrumar nenhum parceiro que se interesse por meu trabalho, nenhum parceiro que queira me ajudar / apoiar a desenvolver ou me inspirar na minha escrita. Desista, Fernanda! Você está e é sozinha! Se conforme. E continue com essa força que impulsiona sua escrita, SOZINHA.
Infelizmente é assim. Ninguém se interessa, ninguém se importa, ninguém dá algum valor a sensibilidade. É assim e vai seguir assim. Não espere por ninguém disposto a se interessar por seus projetos e te apoiar.
Não espere ninguém de boa vontade. Pq não existe! E nunca vai existir.
Você já está frustrada demais! E por MUITO TEMPO!
Não procure por ninguém a não ser que seja um financiador, um produtor, uma editora que mostre interesse e disposição em ajudar a produzir e divulgar meu trabalho! À sério.
É, assim, Fernanda.
Não espero ninguém. EU NÃO PRECISO DE NINGUÉM. Só vá atrás dos financiadores, de quem pode bancar! Só isso.
EU já tenho TUDO do que preciso. TUDO.
LANCE SEU PROJETO AO MUNDO.
Eu busco uma ordem, uma paz, no fundo das memórias que eu desejaria que fossem reais, mas que não existe.
É irreal e imaterial.
Ninguém vai me dar o conforto que eu tanto desejo. Nem o apoio que cismo em precisar.
Ninguém vai ter o vínculo tão profundo que eu sempre sonho em ter.
Tive relances, devaneios, delírios... SÓ ISSO.
Nada nunca foi real. Ninguém nunca esteve realmente presente.
Por isso quero fugir. E preciso.
Pra um lugar em que as pessoas são selvagens, cruas, puras, de verdade.
Sem medo de entrega. Sem limites para entrega.
QUE DEUS ABENÇOE TODOS EM DESESPERO E DESCONSOLADOS.
Me trancar nos livros é o melhor consolo.
Tudo que amo se parte. Todos que amo partem de alguma forma.
Nada parece ser feito para permanecer VIVO em mim. Só morto. Só morte.
Só esse eterno e perpétuo estado de denigração, de decomposição, que eu me alimento, desde o primeiro respiro que tenho dado.
Somos cegos fantasmas das nossas vozes.
Sofrer é bom. Sangrar é bom.
Nunca canso de esmagar minhas próprias tripas.